IRON MAIDEN – The Final Frontier
Por: Paulo Hitman
No 15º disco de estúdio do Iron Maiden, “The Final Frontier”, a veterana banda de Heavy Metal, com 35 anos de carreira, aparece com algo extraordinário, que poderia ser muito bem revolucionário (feito extraordinário dada a idade da banda): eles se reinventam – quer eles saibam ou não, quer eles tenham planejado ou não – e durante o processo, desafiam a noção do que o Heavy Metal, ou ao menos sua contribuição para o gênero, pode ser.
Em 2010 é um feito arrebatador. Quem esperava que o Iron Maiden, pioneiros da “NWOBHM” entre o fim dos anos 70 e começo dos 80, mudaria a arte novamente? Resposta: Não muitas pessoas exceto, talvez, seus fãs, e até eles podem ser surpreendidos pelo apogeu do grupo aqui.
Mais agressivo que o “A Matter of Life and Death”, de 2006, mas tão experimental quanto, o disco produzido por Kevin Shirley – gravado no “Compass Point”, nas Bahamas – onde trabalhos seminais, como “Piece of Mind” e “Powerslave”, foram gravados – tem sido descrito como “exigente”. Isto é um engano em certo grau, já que a música, assim como o cinema, funciona melhor quando as regras são quebradas e quando práticas aceitas são abandonadas. O Iron Maiden adicionou uma nova bifurcação na já bem caminhada estrada do Heavy Metal, e eles podem ter alterado o curso do gênero para melhor. Talvez os fãs realmente não estivessem esperando por isto, mas é que terão.
Pensem bem: Quantas vezes você assistiu a um filme ou ouviu um disco no qual você sabia exatamente o que iria acontecer de um momento para outro? Muitas vezes, e você se sentiu enganado e irá acontecer?” – e ainda assim ser positivamente arrebatado? Quase nunca. Mas nas raras ocasiões em que is acontece, você sairá fascinado, perplexo, excitado. A arte que provoca reações com estas, mais do que geralmente, passa no teste do tempo.
Em sua quarta década, o Iron Maiden criou um trabalho cheio de excitação hipnótica, estruturas não convencionais (são mudanças de forma de música em música e às vezes durante o curso de uma única canção) e visão vertiginosa. Então, se “exigente” significa que você pode não entendê-lo (e talvez este seja o ponto aqui), mas que certamente irá senti-lo, o grupo obteve um sucesso além de seus sonhos mais selvagens.

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